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Mil novecentos e sessenta e quatro.
Uma época em que as pessoas se permitiam sonhar e acreditar num futuro glorioso.
Uma época em que os garotos brincavam na rua, jogavam peladas, soltavam papagaio,
divertiam-se com pião e bolinha de gude. Sem vídeogame, televisão e violência.
Tudo era puro, inocente, não havia medo ou preocupações.
 | Time
de 1966 posa para a foto após derrotar a equipe do Guarani por 4 a 1. Zé Carlos,
Natal, Pedroca, Nena, Vermelho, Niltão, Rubinho, Vadão, Manão, José Ercílio, Braz. |
Meninos entre 15 e 17 anos, católicos,
de boa família e boa índole, cheios de sonhos e desejos. Uns queriam ser advogados,
outros administradores, alguns tocariam o negócio do pai, mas todos sabiam que
era preciso estudar, queriam vencer na vida e exercer, da melhor forma possível,
a atividade que escolhessem para seu futuro. Em comum entre eles, a paixão pelo
futebol. Esse
sentimento fez com que estes jovens se unissem, passassem a jogar juntos e desfrutar
de bons momentos com a bola. Aprimorar passes, ensaiar jogadas, caprichar nos
gols. Equipe
de 1969: Humberto, Bom, Roberto, Luizinho, Nelsinho, Hilário, Nena, Ênio, Tiba,
Bira e Luizão. Porém,
quando ganharam de um padre um jogo de camisas, resolveram, enfim, fundar um clube
de futebol. Assim, surge o Garotos F.C da Vila Guarani. Um clube que, no começo,
passou por muitas dificuldades, como acontece com a maioria dos times da várzea,
mas que hoje se transformou num "Garotos Grande", como define Rubinho, seu fundador.
Possui sede, salão de festas e campo próprio, além de um bonito projeto social,
que em parceria com a Febem, atende 400 menores carentes da região. Os
Garotos amadureceram, são homens dignos e honrados, que agora lutam para dar a
outros garotos, condições ideais de crescimento, para que no futuro, tenham tantas
virtudes quanto eles.
Rubinho,
o fundador, comemora o desabrochar da semente que plantou há 35 anos. |