Cruz
Credo, um campeão forjado ao longo de oito meses, dezenove jogos, doze vitórias,
cinco empates e duas derrotas. O nome soa sugestivo e ao mesmo tempo estranho.
Talvez nem exista em nenhum lugar do mundo um time de futebol com o mesmo nome,
cuja origem remonta a uma pacífica vizinhança com o Cemitério da Vila Formosa
na Capital de São Paulo. Cruz Credo, na alegre cor laranja, camisa que lembra
a seleção da Holanda, é o nome do novo Rei da Várzea. Os movimentos leves de jovens
cheios de sonhos, revelaram a ousadia de uma equipe determinada a vencer. Sempre.
No jogo decisivo, o AA Cruz Credo teve pela frente nada menos do que o AA Boa
Esperança, de São Mateus, campeão invicto da 2ª Copa Kaiser, em 1996. O Boa lutou
bravamente pelo Bicampeonato. Não deu. Ainda assim, com garra, organização e uma
grande torcida, é o primeiro no Ranking geral de todas as Copas. A derrota, por
um a zero, veio num gol de pênalti, cometido por Albino a 6’ do final do jogo.
FICHA TÉCNICA Local: Estádio do Nacional AC Data: 29 de novembro
de 1998 Árbitro: Valdir de Lima Auxiliares: Donizetti Sterzeck e João
da Silva AA Cruz Credo de Vila Formosa 1 Itão; Flávio, Chicuca,
Val e Paulinho (Pequeno); Flavinho, Carlinhos, Marcelo e Loiro; Ronaldo (Duzinho)
e Bozó (Nadão). Técnico: João Donizetti Gonçalves. AA Boa Esperança de
São Mateus 0 Mauro; Dirceu, Albino, Cris e Orelha; Dril (Robson), Nélio
e Jajá (Sandro); Pirralho, Marcos e Tiuip (Jal). Técnico: Alberto de Almeida Sena
(Betão). Gol: Loiro, do Cruz Credo, cobrando pênalti aos 34 minutos
do 2° tempo.
Obs:
O CA Jaguaré Unido (Caju) teve uma campanha brilhante. Na disputa pelo terceiro
lugar, Richard, seu goleiro, foi o herói, numa tensa decisão por pênaltis. O Caju
ficou ainda com o Troféu Fair Play, da Federação Paulista de Futebol, com uma
única expulsão em 19 jogos. O AE Santa Amélia, de Santo Amaro, fez a festa
pelo honroso e cobiçado quarto lugar. Foi sempre um time destemido, das viradas
e da alegria em buscar o jogo aberto e ofensivo. Sua torcida, ordeira e sempre
presente, teve a marca da simpatia. Morota, do Bate Fácil, de Taboão da Serra,
foi o artilheiro com 14 gols. A defesa menos vazada foi a do Flor do Brás, com
apenas 6 gols sofridos em 17 jogos, enquanto que o Dante Guitta, com 36 gols teve
o ataque mais positivo. |